domingo, 2 de agosto de 2009

La Vie en Rose


Biografia romanceada de Edith Piaf cantora e atriz , uma das mais notáveis artistas da década de 30. Uma história de talento, abandono, solidão, amizade, superação e amor. Um filme muito bem produzido e que conta com a atuação brilhante de Marion Cottilard.

Ficha Técnica

Título Original: La Môme
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 140 minutos
Ano de Lançamento (França / República Tcheca / Inglaterra):2007

Romance



Qual é a explicação para o amor? A morte deve ser o desfecho para os amantes?
Romance é ideal para quem gosta dos bastidores do teatro.
A partir de uma montagem de Tristão e Isolda, um insólito romance começa, é nesse cenário que Wagner Moura e Letícia Sabatela, dão um show de interpretação, beleza e poesia. As participações de José Wilker e Marco Nanini são sensacionais.

Ficha Técnica:
Título original: Romance
Duração: 120min
Gênero: Drama (tragicomédia)
Direção: Guel Arraes
Ano: 2008
País de origem: Brasil

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Palco Giratório


30/7 – quinta-feira,
O Nome Científico da Formiga - SP

Partindo da colagem como método de criação, a obra discute e questiona o fazer artístico, fala de liberdade e brinca com a percepção do público.
O espetáculo utiliza recursos cênicos como a vídeo-projeção no processo de
criação da obra; coreografia, vídeo, iluminação e trilha sonora foram pensados para formar um único elemento.
O Nome científico da formiga é uma obra metalinguística, que expõe a sua pesquisa de movimentos e trata dos próprios processos de pesquisa que adota.

Teatro SESC Paulo Autran - 20h
SESC Taguatinga Norte - CNB 12, AE 2/3
Entrada: 1Kg de alimento não perecível.




Cultura Bovina?
É um espetáculo sobre a busca da identidade e da linguagem estética da cultura sul-mato-grossense. A dramaturgia está apoiada no processo de pesquisa corporal iniciada pelo coreógrafo Chico Neller em 2002, que neste trabalho experimenta dialogar com a movimentação criativa de seus “bailarinos-intérpretes-criadores”, artistas que tentam sobreviver de arte onde a língua que se fala é a da soja, da arroba, do boi gordo.
Por meio da movimentação corporal, a partir da abstração da imagem “bicho”,
o espetáculo utiliza a metáfora do boi em seu curral representado por um cubo
de alumínio.
A coreografia emprega recursos do teatro e da dança, e a trilha sonora mescla diversas outras músicas e texturas que fazem referência ao tema do espetáculo – uma crítica à cultura da pecuária, leilões, política, prostituição – e à proposta de pesquisa em arte contemporânea.

Teatro SESC Newton Rossi - 20h
Centro de Atividades SESC Ceilândia - QNN 27, Lt. B, Ceilândia Norte
Entrada: 1Kg de alimento não perecível.

TEATRO DE BONECOS: TRANSFORMAÇÕES NA POÉTICA DA LINGUAGEM1



Valmor Beltrame2, Kátia de Arruda3

Palavras-chave: Linguagem Teatral, Teatro de Animação, Heterogeneidade da
Linguagem

Resumo: O objetivo desta pesquisa foi abordar as principais características do Teatro de
Animação contemporâneo catarinense e as principais transformações sofridas por esta
linguagem neste estado. A idéia da pesquisa surgiu através da constatação de que esta é
uma arte bastante viva e fecunda nesta região, não somente pelo grande número de
artistas e grupos que atuam profissionalmente, como também pela qualidade e
quantidade dos espetáculos que são produzidos.
O trabalho de investigação realizou-se através de entrevistas e da aplicação de
questionários, com este procedimento pretendeu-se resgatar a trajetória profissional
destes artistas, para que através da identificação de acontecimentos e situação vividas
por eles, pudessem ser levantados fatos relevantes na história do teatro de animação
catarinense, que apontassem na direção das principais mudanças ocorridas nesta
linguagem teatral. Também foram examinados documentos escritos, como críticas
publicadas em jornais e na internet, e programas de espetáculos e de festivais
especializados na linguagem do Teatro de Animação no estado.
Atualmente, Santa Catarina conta com três festivais que apresentam
exclusivamente espetáculos com esta linguagem artística, o Festival de Formas
Animadas de Jaraguá do Sul, festival que ocorre anualmente e este ano entra em sua
sétima edição, o Festival Catarinense de Teatro de Bonecos, que acontece
bianualmente na cidade de Rio do Sul e entra na sua quarta edição, e o recéminaugurado
FITA - Festival Internacional de Teatro de Animação que aconteceu este
ano, na cidade de Florianópolis. Além disso, acontece anualmente o Festival Nacional
de Teatro Infantil de Blumenau, que este ano entra em sua décima primeira edição e
que sempre tem trazido em sua programação um número significativo de espetáculos
que utilizam a Linguagem do Teatro de Animação. A cidade de Rio do Sul também
sedia o Centro de Pesquisa e Produção de Teatro de Bonecos - Anima Bonecos,
Ponto de Cultura do Governo Federal que tem a frente de seus trabalhos o atoranimador
William Sieverdt e o construtor e ator-animador Paulo Nazareno Bernardo.
Atualmente existem 10 grupos de maior visibilidade que trabalham com a
linguagem do Teatro de Animação em Santa Catarina: Cia. Mútua, de Balneário
Camboriú; Cirquinho do Revirado, de Cruciúma; Experimentus, de Itajaí; GATS, de
Jaraguá do Sul; Jabuti, de Florianópolis; Legião de Palhaços, de Florianópolis;
Nazareno Bonecos, de Rio do Sul; Teatro Sim...Porque Não?, de Florianópolis;
Téspis, de Florianópolis e Turma do Papum, também de Florianópolis. Dois atoresanimadores
que atuam como solistas: Sérgio Murilo Bessa, de Florianópolis e William
Sieverdt de Rio do Sul.
1 Projeto de Pesquisa CEART/UDESC
2 Orientador, Professor do Departamento de Artes Cênicas – Centro de Artes - Av. Madre Benvenuta,
1907 - Itacorubi - CEP 88035-001 - Florianópolis - SC.
3 Acadêmica do Curso de Artes Cênicas – CEART/UDESC, bolsista de iniciação científica do
PIBIC/CNPq.
1
Por Teatro de Animação4 designamos as formas de teatro que utilizam e
integram máscaras, bonecos, sombras, objetos e o corpo do ator. As principais
características do Teatro de Animação são: a passagem do inaninado ao animado, e a
mediação da relação entre ator-animador5 e público pela presença de um objeto.




Segundo Beltrame6:
O uso de variados meios de expressão, o abandono do boneco
do tipo antropomorfo, a ruptura com o palquinho do tradicional
teatro de bonecos e a presença visível do ator-animador na cena,
tornam o teatro de animação produzido atualmente, um teatro
bastante heterogêneo. Sua proximidade com outras linguagens
artísticas incluindo a dança, mímica, circo, teatro de atores e
espetáculo multimídia, entre outros, tornam esta arte
reconhecidamente mais contemporânea, porém heterogênea,
distanciada dos códigos e registros que historicamente a
tornaram conhecida do grande público.

(BELTRAME, 2002:3)
Jurkowsky7 utiliza a expressão teatro de bonecos homogêneo para designar um
teatro de bonecos tradicional, ainda não contaminado por outros meios de expressão. É
um teatro já adaptado às exigências da arte teatral, que tem por características principais
o respeito aos princípios da cena a italiana e as convenções da ilusão teatral, ligada à
tradição da arte dramática no teatro para atores. O teatro de bonecos homogêneo, com
unidade de meios de expressão, incorpora as convenções do teatro clássico, no que diz
respeito tanto ao espaço cênico, quanto ao jogo e ao tema dos espetáculos. Nas últimas
décadas os artistas sentiram a necessidade de aperfeiçoá-lo, pois começam a atentar para
as especificidades do boneco e do Teatro de Animação enquanto gênero dramático.
Segundo este autor, o Teatro de Bonecos com características homogêneas foi praticado
primordialmente até o fim da Segunda Guerra Mundial, na Europa, quando começam a
surgir artistas trabalhando com um teatro de formas de expressão variadas. Mas o
aparecimento de tais espetáculos não torna o teatro de bonecos homogêneo uma forma
de expressão ultrapassada e de investigação esgotada. Ele continua a ter todas as
condições para desenvolver seu estilo próprio, com muitos artistas trabalhando dentro
desta perspectiva, pois o público ainda aceita bem a presença do boneco tradicional. Por
essa razão, até os anos 1960, na Europa e Estados Unidos, ainda ocorrem inúmeras
manifestações deste tipo de teatro de bonecos, coexistindo com o teatro de bonecos
heterogêneo.
Nos anos 1950 e 1960, o mesmo fenômeno da existência de um teatro de
bonecos homogêneo pode ser observado aqui em Santa Catarina, em duas cidades cujos
4 Segundo Beltrame (2002:4) a escolha do termo Teatro de Animação se justifica por este termo dar conta
de meios de expressão tão diversos e variados como máscaras, objetos, silhuetas, sombras, figurinos
excêntricos, cenografias ousadas e as diversas formas do trabalho do ator-animador visível em cena. O
termo Teatro de Bonecos é mais adequado para caracterizar formas de expressão popular, onde são
utilizados bonecos construídos com as técnicas de luva, vara ou fios, com o uso do palquinho como
espaço cênico e uso preponderante da palavra.
5 Ainda segundo Beltrame (2002:5) o termo ator-animador é mais adequado para identificar este artista,
pois contempla a idéia de anima, alma, referindo-se muito especialmente a animar o inanimado, a dar
vida ao objeto inerte, além de também expressar a idéia de diálogo entre matéria, forma e animador. Já o
termo ator-bonequeiro pode conotar aquele artista que utiliza apenas o boneco enquanto o termo atormanipulador
aquele que anima o boneco através do uso exclusivo das mãos.
6 BELTRAME, Valmor. Animar o Inanimado: A Formação Profissional do Ator no Teatro de Bonecos.

São Paulo: ECA/USP, 2001. Tese de Doutoramento. Universidade de São Paulo
7 JURKOWSKI, Henryk. Métamorphoses. 2ª ed. Charleville-Mezières: Éditions L’Entretemps, 2000.
2
habitantes são de origem predominantemente alemã, era praticado o Kasperle,
tradicional e popular Teatro de Bonecos alemão. Na cidade de Jaraguá do Sul, destacase
a atuação da marionetista Margarethe Schlünzen. E na cidade de Pomerode registrase
o trabalho da família Emmel. Este tipo teatro praticado nas duas cidades catarinenses
possuía muitas das características de um Teatro de Bonecos homogêneo: os artistas
atuavam escondidos por uma, empanada ou palquinho; os bonecos eram da técnica de
luva; eram encenações nas quais o texto falado tinha sempre grande importância e um
dos seus principais objetivos era provocar o riso na platéia. Este teatro, ainda que com visibilidade regional, caracteriza bem o teatro de bonecos homogêneo na forma como
Jurkowsky o analisa.
Mas já a partir dos anos 1950 na Europa, os bonequeiros mais jovens não
pretendendo mais restringir seu campo de criação, iniciam uma espécie de ruptura com
a poética tradicional do teatro de bonecos homogêneo. Os bonequeiros buscam se
profissionalizar, e o teatro de bonecos começa a se enriquecer com as contribuições do
jogo do ator, das máscaras, dos acessórios e dos objetos, descobrindo assim outros
meios de expressão, tendo a oportunidade de aceder a uma linguagem mais teatral,
atualizada e mais poética.
O Teatro de Animação contemporâneo catarinense, assim como grande parte da
produção mundial atual, se enquadra dentro do panorama do que Jurkowki chama de
teatro de bonecos heterogêneo, um teatro de meios de expressão variados.
A primeira grande ruptura ocorrida em relação ao teatro de bonecos dito
homogêneo, e que é considerada por muitos artistas e críticos como verdadeiro critério
de modernidade do boneco, foi a introdução do ator-animador á vista, na cena. O grande
esforço que era realizado anteriormente, de animar as figuras da forma mais
dissimulada, mais opaca e neutra possível, foi substituído pela intromissão do ator em
cena, o que deixa o espectador mais consciente de que as figuram que vê são bonecos
manipulados que atuam dentro de um jogo, uma imagem da realidade. Desta forma o
ator em cena no teatro de animação se constitui em um elemento epicizante8 no jogo
teatral.
Jurkowsky9 declara que o cruzamento entre o teatro de bonecos e teatro de atores
poderia ser o caminho para a construção de um teatro mais “teatral”:
A desmistificação da máquina teatral, os procedimentos
revelados ao espectador, os inúmeros meios de expressão, de
todas as origens, tudo isso tende dentro de alguns anos para um
“terceiro gênero” e mostra que o teatro de bonecos clássico
aparentemente teve a sua época.
(JURKOWSKY, 1966:03)
A entrada do ator em cena propicia também uma grande mudança no espaço
cênico utilizado para os espetáculos. Os tradicionais palquinhos são substituídos por
espaços mais amplos, que possam comportam as dimensões corporais do ator.
Os grupos catarinenses de Teatro de Animação, incluídos nesta pesquisa, podem
ser considerados herdeiros do “terceiro gênero”, pois trabalham na grande maioria de
8 Do termo épico. Segundo Jurkowsky, (2000:123) o jogo á vista, precede a chegada de um teatro
narrativo, onde o ator-animador pode ser comparado a um narrador, a um contador de histórias. Este
teatro remonta a um passado muito distante e não está necessariamente ligado ao teatro épico proposto
por Brecht. Ainda hoje, existem na Ásia e na Europa inúmeros contadores que ilustram suas histórias com
desenho, bonecos ou figuras esculpidas. Suas palavras e suas imagens se completam umas as outras sem
recorrer ao chamado distanciamento, que é a base do teatro épico de Brecht.
9 JURKOWSKI, op. cit., p.84
3
seus espetáculos com o manipulador à vista, e alguns grupos mesmo alteram a
realização de espetáculos de animação com espetáculos de ator, como é o caso do
Cirquinho do Revirado, da Téspis e do Teatro Sim... Porque Não?, em especial.
A companhia GATS, em seu “Patinho Feio”, realiza um espetáculo de teatro de
animação sem utilizar um único boneco-objeto10. O grupo cria formas animadas em
cena, na presença do público, através da manipulação de partes dos corpos dos atoresanimadores
e o uso de sacolas plásticas.
Dominique Houdart11 afirma que o teatro ocidental atualmente conhece uma
renovação promissora devido à explosão audiovisual, que é uma marca de nossa época.
No que diz respeito ao teatro de animação, este também, vez por outra, se vê
contaminado com os estímulos que recebe dos meios audiovisuais.
Em sua tese de doutoramento, Felisberto Costa12 diz que o teatro de animação,
por vezes, aproxima-se do cinema, pois ambos são formas de expressão que se apóiam
na imagem, e que outras vezes se aproxima do cinema de animação, pois ambos se
expressam através do binômio impossível/plausível.
O espetáculo “O Incrível Ladrão de Calcinhas”, de William Sieverdt, da Trip
Teatro de Bonecos, com bonecos de manipulação direta, conta uma história inspirada
nos filmes do gênero noir13, com direito a detetive, mulher fatal e gangster. Neste
trabalho, observa-se a influência do cinema mais enquanto temática do que enquanto
linguagem.
Já o espetáculo “A Caixa” da Cia. Mútua, segundo o próprio grupo, recebe a
influência da linguagem dos desenhos animados. O espetáculo conta a história de um
palhaço de brinquedo que é jogado no lixo. Ao se dar conta de sua situação empreende
uma verdadeira odisséia através da cidade grande a procura de seu lar. Em uma das
cenas, vemos o palhaço andando por uma avenida de grandes prédios. Nesta cena, o
boneco do palhaço foi substituído por um duplo, mas de dimensões bem menores. Este
recurso nos dá a idéia de um plano de conjunto, tipo de enquadramento emprestado da
linguagem cinematográfica.
O grupo teatral Turma do Papum, no espetáculo “Gibi”,14 cujo próprio título
remete ao universo dos quadrinhos, apresenta em sua narrativa uma animação que
representa a entrada do personagem/boneco dentro de uma estória em quadrinhos que
está lendo. Há, neste caso, a utilização do próprio recurso audiovisual, uma animação
apresentada em um telão, compondo o espetáculo. Através da mudança de suporte, do
teatro de animação, para o cinema de animação, o diretor da peça mostra a mudança
vivida pelo personagem/boneco que representa um menino, que entra no universo de
seu “herói”, que é um personagem de histórias em quadrinhos. Com este procedimento,
ocorre um aproveitamento extra do espaço cênico, criando novas camadas ficcionais
No Teatro de Animação catarinense encontramos uma característica presente em
quase todos os grupos de artistas contemporâneos, que trabalharam com a linguagem
das formas animadas: a presença de um ator-animador polivalente, capaz de executar
diversas funções dentro de um grupo teatral, de construtor de bonecos a ator-animador,
10 Boneco-objeto, visto como escultura ou artefato, confeccionado ou preparado com antecedência na
oficina de trabalho do grupo.
11 HOUDART, Dominique. Manifeste pour un Théâtre de Marionnete et de Figure. Tradução: José
Ronaldo Faleiro. Gennevilliers: Théâtre de Gennevilliers, 2000.
12 COSTA, Felisberto Sabino da. A Poética do Ser e Não Ser: Procedimentos Dramaturgicos no teatro de
Animação. São Paulo: ECA/USP, 2000. Tese de Doutoramento. Universidade de São Paulo
13 Os filmes do gênero Noir, já considerado um gênero cinematográfico clássico, são estereotipados e de
temática policial, que conheceram o auge de sua produção na Hollywood dos anos 1940. Os filmes eram
produzidos em preto e branco, e foram batizados pelos críticos franceses com o termo noir, que em
francês é o nome a cor preta, por conta de um arrojado trabalho de luz e sombra.
14 Gibi: nome popular de revista em quadrinhos infanto-juvenil.
4
diretor e produtor de seus espetáculos. Já em 1950, Jan Bussell escrevia, referindo-se
aos bonequeiros europeus:
O bonequeiro deve ser considerado ao mesmo tempo como um
artista e como um artesão. O artesanato é tão importante para ele
como para um pintor. Mas esta é apenas uma das primeiras
exigências que se tem em relação a ele. Há bonequeiros que não
se elevaram jamais acima do nível de artesão e outros que têm
talentos artísticos e nenhum para o artesanato. Esses dois grupos
só podem alcançar o sucesso se tomam consciência dos seus
limites e se engajam um pouco para compensar suas carências.
(BUSSELL, 1950 apud JURKOWSKI, 2000)
No teatro de animação, a impressão de vida manisfesta-se através do movimento
que o ator-animador imprime na matéria inerte. A manipulação de um boneco não deve
ser uma tentativa de reproduzir o movimento humano, com exceção da marionete15; o
ator-animador deve tirar proveito da especificidade do espectro de movimentos do seu
próprio boneco. É importante ter em vista que as possibilidades de movimentos de um
boneco são conseguidas desde o seu projeto e sua construção. Durante a criação de um
espetáculo, a escolha do tipo de boneco que será utilizado está intimamente ligada às
características da personagem, da organização cênica e do próprio espetáculo.
Um dos bonecos de Paulo Nazareno representa a figura mitológica do deus Pã. É
um boneco de corpo inteiro, projetado para ser animado por um único ator. E isso só é
possível, porque o construtor criou uma estrutura que liga a cabeça do boneco a cabeça
do animador, deixando suas mãos livres para manipular o corpo do boneco.
Com relação às técnicas de animação, a grande maioria dos grupos catarinenses
trabalha com técnicas variadas de manipulação, mesmo dentro de um mesmo
espetáculo, o que indica novamente a tendência de criação de espetáculos mistos.
Observa-se como técnicas predominantes o boneco de luva16 e o boneco de manipulação
direta17. É bastante restrito o uso do boneco de vara e de marionetes.
Segundo Carlos Converso,18 por suas características essenciais, o boneco
encontra no absurdo, no grotesco e na metáfora, sua maneira peculiar de expressar-se,
pois sua imagem plástica e seus movimentos são arremedos absurdos da imagem e
movimentos humanos, uma espécie de caricatura, próxima do símbolo. No espetáculo
“Livres e Iguais”, do grupo Teatro Sim...Porque Não?, bonecos feitos com sucatas
representam as mazelas dos menos favorecidos, seres humanos rejeitados pela
sociedade na qual vivem, muitas vezes considerados lixo como a sucata de que é feito o
15 A marionete, ou boneco de fios, tem uma estrutura corporal que imita a estrutura corporal humana e
suas articulações, o que permite que seus movimentos se aproximem dos movimentos humanos.
16 O boneco de luva é uma das mais populares e expressivas linguagens de animação. Anatomicamente se
constitui de uma cabeça e um vestido vazio. Para ser manipulado, o ator-animador veste o boneco em sua
mão, por isso essa técnica recebeu o nome de luva. Desta forma, a mão e o antebraço do seu manipulador
se tornam o corpo do boneco. Neste tipo de boneco a fonte de seu movimento e sua estrutura são a mesma
coisa.
17 O boneco de manipulação direta é uma técnica derivada do Bunraku, tradicional teatro de bonecos
japonês. Esta técnica consiste em manipular a quatro ou a seis mãos um bonecos de corpo inteiro,
colocando-se a mão diretamente na parte do boneco a ser manipulada, exceto a cabeça, que costuma ter
uma pequena vareta de controle.
18 CONVERSO, Carlos. Entrenamiento del Titiriteiro. México: Escenologia. 2000.
5
corpo dos bonecos do espetáculo. Neste caso, a própria materialidade do boneco é fonte
de expressão, refletindo a proposta temática do encenador.
A encenação deste espetáculo possibilitou, em âmbito regional, discutir a
importância dos materiais com os quais são confeccionados os bonecos como elementos
que interferem diretamente na dramaturgia do espetáculo. Assim, uma nova mudança se
percebe no contexto catarinense: a idéia de dramaturgia já não está mais restrita ao
texto, mas se expande para todos os elementos que compõe a cena. E a questão dos
materiais com os quais são confeccionados os bonecos, adquire posição relevante nestas
discussões.
É evidente a tendência contemporânea no Teatro de Animação da escolha de
caminhos artísticos e soluções cada vez mais variados, e a diminuição da incidência do
Teatros do Bonecos tradicional, o que torna difícil enquadrar estas diferentes
manifestações dentro dos limites do um mesmo gênero. Isso ocorre por motivos
variados, muitas vezes essas escolhas são feitas muito mais por motivos econômicos e
estratégicos do que por inquietações artísticas, o que no entanto não diminui o valor dos
resultados alcançados. Através da análise dos diferentes espetáculos de Teatro de
Animação que estão sendo produzidos no estado de Santa Catarina, abordados no
âmbito desta pesquisa, mesmo possuindo alguns traços em comum,dentre os quais se
destaca o papel preponderante do sujeito criador, é difícil pensar em poéticas
dominantes que norteiem o trabalho destes artistas.

REFERÊNCIAS
AMARAL, Ana Maria. Teatro de Formas Animadas. 3ªed. São Paulo: Edusp, 1997.
. O Ator e seus Duplos. São Paulo: Edusp, 2002.
BELTRAME, Valmor. Animar o Inanimado: A Formação Profissional do Ator no
Teatro de Bonecos. São Paulo: ECA/USP, 2001. Tese de Doutoramento. Universidade
de São Paulo.
CONVERSO, Carlos. Entrenamiento del Titiriteiro. México: Escenologia. 2000.
COSTA, Felisberto Sabino da. A Poética do Ser e Não Ser: Procedimentos
Dramatúrgicos do Teatro de Animação. São Paulo: ECA/USP, 2000. Tese de
Doutoramento. Universidade de São Paulo.
JURKOWSKI, Henryk. Métamorphoses: La Marionette au XX Siécle.. Tradução:
Eliane Lisboa, Gisele Lamb e Kátia de Arruda. 2ª ed. Charleville-Mezières: Éditions
L’Entretemps, 2000.
KLEIST, Heinrich Von. Sobre o Teatro de Marionetes. Rio de Janeiro: MINC, 1952.
PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. São Paulo: Perspectiva, 1999.
Periódicos
MÓIN-MÓIN. Jaraguá do Sul. SCAR/UDESC. 2005. v.1.
MÓIN-MÓIN. Jaraguá do Sul. SCAR/UDESC. 2006. v.2.
Artigos
HOUDART, Dominique. Manifeste pour un Théâtre de Marionnete et de Figure.
Tradução: José Ronaldo Faleiro. Gennevilliers: Théâtre de Gennevilliers, 2000.

Truks


Uma das mais maravilhosas intervenções que já vi, mistura de diversas técnicas, textos e muito da filosofia.

A Cia. Truks - Teatro de Bonecos foi criada em 1990, e desde então apresenta seus espetáculos de repertório em teatros, escolas, instituições ou espaços alternativos de todo o Brasil, além de participar de mostras e festivais de Teatro e Teatro de Animação em países do exterior. Paralelamente, ministra cursos e oficinas sobre técnicas de animação de bonecos, objetos e figuras, além de cursos sobre procedimentos dramatúrgicos para o Teatro de Animação. Eventualmente atua na área publicitária, criando roteiros, bonecos e animações diversas para filmes e eventos afins

Nossos parabéns!

Trip


Da união do teatro de animação e a música, nasceu este clip muito bom.A Cia Trip já é muito conhecida por seus "recortes" de quadrinho dos anos 60.

Trabalhando com teatro de bonecos desde 1989 , Willian Sieverdt renomeia sua Companhia como Trip Teatro de Animação, que já nasce com a experiência de inúmeras apresentações pelas cidades do Brasil e por outros 10 países, participando também dos principais Festivais de Teatro do gênero.

A Trip criou em 2004 o Centro de Pesquisa e Produção de Teatro de Animação em Rio do Sul, cidade em que está sediada, desenvolvendo diversos trabalhos e projetos.

Atualmente conta em seu repertório com os espetáculo "O Velho Lobo do Mar", "O Incrível Ladrão de Calcinhas", "Auto de Natal", "Performances com Bonecos Gigantes" e em montagem "O Flautista de Hamelin", em parceria com a Companhia espanhola "Los Titiriteros de Binéfar".

Nossos Parabéns!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

50 anos do teatro de Zé Celso


No dia 30 de julho, o Itaú Cultural abre suas portas para o público mergulhar no mundo de um inventivo, ousado e vigoroso criador do teatro brasileiro.

Ocupação Zé Celso apresenta conteúdo inédito do artista que, há 50 anos, imprime sua marca no teatro brasileiro, com ideias polêmicas e renovadoras. A exposição é um grande mosaico de vídeos, fotografias, texturas, documentos, histórias e sons, construído com as referências do próprio artista e que ajudam a recriar sua história.

Esse conteúdo foi cuidadosamente vasculhado e selecionado pelos curadores Marcelo Drummond e Elaine Cesar, envolvidos, há vários anos, na trajetória de José Celso Martinez Corrêa.

A exposição faz parte do projeto Ocupação Itaú Cultural, que traz artistas referenciais em várias linguagens: artes visuais, literatura e teatro. Você é convidado especial na ocupação do Itaú Cultural por Zé Celso. Mas, assim como no teatro proposto pelo artista, esteja preparado para devorar e ser devorado - antropofagicamente.

No hotsite, lançado com a exposição, você poderá acessar conteúdo exclusivo sobre o artista e informações sobre o projeto. Aguarde!

Ocupação - Zé Celso

quinta 30 de julho a domingo 6 de setembro de 2009
terça a sexta 10h às 21h
sábado domingo feriado 10h às 19h

entrada franca

Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 - Paraíso - São Paulo SP [próximo à estação Brigadeiro do metrô]
informações 11 2168 1777

Companhia B de Teatro

Promove nesta quarta-feira, às 20h, o 1º Naval Ensaio Aberto, no Clube Naval de Brasília (). Trata-se de projeto em que as pessoas (amantes e profissionais do teatro) poderão debater – a cada dois meses – sobre a linguagem teatral, além de conferirem as peças antes de chegar ao circuito. Nesta primeira edição, o grupo Colapso fará ensaio do espetáculo Colapso, a sua pior companhia!, composto pelos quadros cômico-musicais: “A Lady Incentivo é Lekal”; “Preta, fala pra mim”; “Três palhaços na chuva”; e “Casca de Noz”.

Sérgio Maggio, jornalista e crítico teatro do Correio Braziliense, e o diretor Zé Regino são os primeiros convidados do evento. Eles participam de bate-papo com a plateia sobre temas como processo de criação e concepções estéticas da companhia. Informações: Clube Naval - 3223-2332 (Ramal 215). A entrada é franca. Não recomendado para menores de 14 anos.

Eternamente Dulcina


Com curadoria do designer Nando Cosac, “Eternamente Dulcina – Uma vida dedicada ao teatro” apresenta fotos da carreira da artista, fotos pessoais e muitas peças dos figurinos que serviram como modelo para o público feminino. Dulcina de Moraes deu vida a personagens que a celebrizaram como Cleópatra (de Bernard Shaw), Sadie Thompson (de John Colton e Clemence Randolph) ou Madame Vidal (de Louis Verneuil). Sua máscara cênica, sua face de uma beleza rara, sua elegância, a exigência diante das falas, o diálogo com o passado e sua pertinaz dedicação ao futuro, se sobressaem na exposição montada especialmente para lembrar os 100 anos de nascimento da atriz que veio à luz praticamente depois de uma sessão de teatro apresentada por seus pais, os atores Conchita e Átila de Moraes.

De 31 de Julho à 30 de Agosto
Hora: das 09h às 21h
Local: Espaço CAIXA Cultural, Edifício Anexo Matriz da Caixa.

JOGO DE CENA



O JOGO DE CENA é um “espaço vitrine”, com características experimentais, para ser utilizado pela produção artística e cultural local e apreciado pelo público brasiliense. Ele oferece infra-estrutura básica (espaço cênico, iluminação, sonorização, divulgação) a quem participa e permite a realização simultânea de cenas com técnicas e linguagens diversas. Além disso, a platéia participa através dos jogos propostos pela produção do programa.


Tal evento acontece em Brasília desde 1985 com apenas alguns períodos de ausência. Já se realizou em diversos teatros da cidade. Em 2000 passou a contar com a importante parceria da Caixa Econômica Federal que se repetiu 2002. No Conjunto Cultural da Caixa em Brasília obtivemos total sucesso de público e mídia. Com a Casa totalmente lotada em todas as edições, os artistas tiveram a oportunidade de divulgar seus trabalhos ampliando seu público.

Entrada: R$ 20,00
Vale apena participar!!!

terça-feira, 28 de julho de 2009

XVI Festival de Teatro do Rio

Rio - Grupos teatrais em todo Brasil têm mais uma chance para inscrever seus espetáculos no XVI Festival de Teatro do Rio: as inscrições foram prorrogadas até 3 de agosto. O festival, que este ano irá homenagear o ator e diretor Milton Gonçalves, volta a premiar os melhores classificados em dinheiro. O festival é realizado pelo Centro Cultural da Veiga de Almeida (CCVA). Além da exibição de peças, são promovidos debates e oficinas com diretores e produtores teatrais. A participação do público é ativa por meio do voto popular.

As inscrições para participar do XVI Festival de Teatro do Rio são gratuitas e podem ser feitas pelo Correios ou diretamente no Centro Cultural da universidade. Podem participar montagens de todo o país, desde que o texto esteja liberado pela Sociedade Brasileira de Autores Teatrais (SBAT). A ficha de inscrição e o regulamento estão disponíveis no site da UVA: www.uva.br/festivaldeteatro. O prazo vai até o dia 3 de agosto.

FETO

O Festival Estudantil de Teatro (FETO) abre as inscrições para sua 9ª edição, voltada para estudantes vinculados a qualquer instituição de ensino no Brasil. Com o objetivo de fomentar a arte cênica estudantil, o festival inova este ano com uma rede coletiva online, com site oficial, blog e conexão junto às redes sociais como o Twitter, Orkut, Flickr e You Tube, nas quais disponibiliza vídeos e fotos de edições anteriores.

A ficha de inscrição já pode ser preenchida no site do festival (www.fetobh.art.br) e o material requerido deve ser entregue presencialmente na sede da Associação No Ato Cultural (Rua Itajubá, 1310 - Sagrada Família, Belo Horizonte/MG - CEP 31030-430), realizadora do FETO, nos dias 14, 15 e 17 de agosto, das 10 às 18 horas. Pelos correios, serão aceitos materiais enviados até 13 de agosto para o mesmo endereço.

Festival de Bonecos do SESI


Já imaginou se você abrisse a caixinha de música e a bailarina saltasse, dançando com liberdade? Ou se o palhaço de mola pulasse de dentro da caixa para onde ele quisesse?

Pois é isso que vai acontecer no Sesi Bonecos do Mundo. Bonecos de todo o Brasil vão ganhar vida no maior festival de marionetes do país. Apresentações teatrais com as mais variadas técnicas. Desfile de bonenos gigantes.

Ateliês com mestres tradicionais mamulengueiros. Oficina. Exposição. Feira temática. Tudo de graça. Agora, graça mesmo você vai achar quando também se sentir um boneco.

Programação

Quarta, 05 de agosto

Espetáculo
Sombras Chinesas
Companhia de Teatro de Sombras de Tangshan - China
Teatro Nacional - Sala Villa Lobos
Horário 20h


Quinta, 06 de agosto

Espetáculo
O Titeriteiro da Pomba
Cia. AD HOC - Argentina
Teatro Nacional - Sala Villa Lobos
Horário
20h

Sexta, 07 de agosto

Espetáculo
Animação Suspensa
The Huber Marionettes - EUA
Teatro Nacional - Sala Villa Lobos
Horário
20h

Sábado, 08 de agosto

Horário Companhia Espetáculo Origem Class Local
16h30 Abertura da Exposição Uma Volta ao Giramundo MG Livre Pavilhão da Exposição
16h30 Desfile Bonecos Gigantes com Banda Tradicional Local Desfile PE Livre Entre o público
17h - 21h Gente Falante Circo Minimal RS Livre Circo
17h - 21h Cia. Jordi Bertran Poemas Visuais Espanha Livre Palco 3
17h - 21h La Voce Delle Cose Máquinas para o Teatro Inconsciente Itália Livre Tablado
17h Anima Sonho Bonecrônicas RS Livre Palco 1
17h Valdeck de Garanhuns Simão e o Boi Pintadinho PE/SP Livre Tablado dos Mestres
17h30 Zé de Vina Mamulengo Riso do Povo PE Livre Tablado dos Mestres
18h Ateliê ao Vivo Mestres Mamulengueiros PE Livre Tenda dos Mestres
18h Cia. AD HOC O Titeriteiro da Pomba Argentina Livre Palco 2
19h The Huber Marionettes Animação Suspensa EUA Livre Palco 1
19h30 Rafael Leidens Estrelas do Brasil SP Livre Tenda dos Mestres
20h Giramundo Giz MG Livre Palco 2


Domingo, 09 de agosto

Horário Companhia Espetáculo Origem Class Local
16h30min Abertura da Exposição Uma Volta ao Giramundo MG Livre Pavilhão da Exposição
16h30min Desfile Bonecos Gigantes com Banda Tradicional Local Desfile PE Livre Entre o público
17h - 21h Gente Falante Circo Minimal RS Livre Circo
17h - 21h Cia. Jordi Bertran Poemas Visuais Espanha Livre Palco 3
17h - 21h La Voce Delle Cose Máquinas para o Teatro Inconsciente Itália Livre Tablado
17h Mamulengo Presepada O Romance do Vaqueiro Benedito DF Livre Tablado dos Mestres
18h Ateliê ao Vivo Mestres Mamulengueiros PE Livre Tenda dos Mestres
18h XPTO Coquetel Clown SP Livre Palco 1
19h Companhia de Teatro de Sombras de Tangshan Sombras Chinesas China Livre Palco 2
19h30min Rafael Leidens Estrelas do Brasil SP Livre Tenda dos Mestres
20h Mão Molenga Babau PE Livre Palco 1

Informações: http://www.sesibonecos.com.br

sábado, 11 de julho de 2009

Bando de Teatro Olodum


Há 18 anos na estrada, o grupo mantém o teatro popular e as técnicas de Boal, encantando e denunciando a opressão sofrida pelos filhos da periferia baiana.



Hoje conta com mais de 30 componentes, todos oriundos de oficinas e seleções promovidas regularmente. Com uma linguagem própria e contemporânea, o Bando já produziu cerca de 20 espetáculos de teatro - além de atuações no cinema e na TV - e ganhou expressão nacional.





Dono de uma estética marcante e de textos fortes e sublimes,o bando continua a desenvolver sua arte, com a mesma linha de reflexão, poesia e beleza.
Nossos parabéns ao Bando de Teatro Olodum

sexta-feira, 10 de julho de 2009

O Segredo para o sucesso


É o novo espetáculo da Cia de Comédia SeteBelos. De acordo com o grupo, a peça é um verdadeiro manual de auto-ajuda com muito humor. Os personagens vivem situações hilariantes e trazem mensagens interessantes que prometem mudar a sua vida.

Local: Teatro SESI Taguatinga Norte
Data:14 e 15 de março de 2009.
Horário: Sexta e Sábado 21h e domingo 20h.

Local: Teatro dos BancáriosData:20, 21 e 22 de março
Horário: Sexta e sábado 21h e domingo 20h
Informações: 3262-9090 e 9312-0678

Local:Teatro da Escola Parque
Data:De 28 de março a 17 de maio
Horário: Sábados 21h e domingos 20h.

Classificação Indicativa: 14

O Inglês Maquinista


Na trama de “O Inglês Maquinista” de Martins Pena, Mariquinha e seu primo Felício se amam, mas como este é pobre não há possibilidade de casamento. A moça é cortejada por outros dois homens mais velhos, ambos espertalhões, aparentemente ricos: Negreiro, um corrupto e traficante de escravos, e Gainer, inglês espertalhão que vive tentando dar o golpe na sociedade carioca, com vendas de supostas invenções mirabolantes para o enriquecimento fácil de incautos.

Apresentações:
11/07/2009, sábado, ás 19h00 e ás 21h00.
12/07/2009, domingo, às 19h00 e ás 21h00

Ingressos: Entrada franca mediante a doação de 01kg de alimento não perecível ou de um agasalho, no ato da retirada do seu convite, no balcão da secretaria da Companhia da Ilusão.

Horário de funcionamento: De segunda à sexta das 09h00 às 18h00

Local: SCRS 510 Bl.C Entrada 18 – Sobreloja (W2 Sul)

Informações: (61) 3242-3544 ou www.companhiadailusao.com.br

OBSERVAÇÃO: Ao retirar o seu convite, o convidado se compromete a apresentar o seu ingresso até 15 minutos antes do horário estipulado para o início do espetáculo, oficializando a sua chegada.

Respeitado esse tempo, a Companhia da Ilusão redistribuíra os convites que não foram apresentados na portaria para o público da Lista de Espera, obedecendo à ordem da mesma.

Stand-up comedy


Com uma forma bastante particular de enxergar o mundo, Danilo constrói seus textos e apresentações em cima de críticas bem-humoradas de nosso cotidiano e de sua própria vida. “A grande sacada deste gênero de comédia é a identificação do público com questões vivenciadas no meu dia-a-dia. Além disso eu procuro a simplicidade em minhas críticas”.

Endereço: Teatro Nacional - Sala Villa Lobos
Data: 12 de julho
Horário: Domingo 18:00h
Ponto de venda: Bilheteria do Teatro
Telefone para informações: (61) 3325 6256
Classificação: 14 anos

O Patrão Mandou


O Grupo Caixa Cênica apresenta o espetáculo “O Patrão Mandou”. São números tradicionais do circo brasileiro apresentado por três palhaços que foram abandonados pelo circo. Na tentativa de voltar, eles vão em busca de um novo Patrão. Peça Infantil

Data: 11 de julho
Horário: 16 horas
Endereço: Praça Gourmet do Boulevard Shopping, no Setor Terminal Norte, no final da Asa Norte.

Entrada franca

Classificação indicativa: livre

Duração: 50 minutos

SIMPLESMENTE EU. CLARICE LISPECTOR


O que me levou a fazer Clarice Lispector no teatro foi o mistério do espelho, a identificação que sinto por ela. A vontade de trazer mais luz sobre esta mulher que revolucionou a literatura brasileira, redimensionou a linguagem falando do indizível com a delicadeza da música, usando a escrita como uma revelação, buscando o som do silêncio ou fotografar o perfume. “A arte é o vazio que a gente entendeu” diz Clarice.

Quero atingir o vazio de mim mesma para refletir a profundidade desta mulher que conhece o segredo das palavras e suas dimensões. O questionamento, é a busca constante do artista diante de sua escolha, como ela, eu gosto de intensidades.

Há dois anos mergulhei num processo de pesquisa para escrever este roteiro lendo tudo o que podia de sua obra e livros biográficos. Fiz dois workshops com Daisy Justus, psicanalista, especializada em Clarice Lispector, que analisa sua obra sob a ótica da psicanálise. Vi e ouvi tudo o que podia sobre ela, suas entrevistas, fotos, o depoimento no MIS, a entrevista póstuma na TV Cultura, enfim me tornei uma esponja de tudo o que se referia a ela.

Neste olhar apaixonado escolhi sua obra para recontá-la. Construí um corpo narrativo com trechos de entrevistas, depoimentos e correspondências que preparam os personagens que irão se apresentar ao público como desdobramentos dela mesma. Os temas abordados são reflexões sobre criação, vida e morte, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, arte, loucura, amor, inspiração, aceitação e entendimento.

Clarice é muito pessoal em seus escritos e todos os seus personagens tem algo de si mesma. Acho que Joana de “Perto do coração selvagem” talvez seja a mais parecida com sua essência criativa e indomável. Ana do conto “Amor” é a dona de casa e mãe dedicada que Clarice certamente foi. Lori de “Uma Aprendizagem ou O livro dos prazeres” vive em cena as descobertas do amor e A Mulher do conto “Perdoando Deus” é uma bem humorada auto-critica.
Beth Goulart

Temporada: de 10 de julho a 02 de agosto de 2009.
A pré-estréia, sessão do dia 9/07, será fechada para convidados.
1ª semana – de 10 a 12/07 - sexta a domingo.
Horários: sexta e sábado às 21h e domingo às 20h.
2ª, 3ª e 4ª semanas – de 16/07 a 02/08 - quinta a domingo.
Horários: de quinta a sábado às 21h e domingo às 20h.
Dia 31 de julho - Palco Aberto – das 14h às 16h.

Apresentação gratuita do espetáculo seguida de encontro com a atriz Beth Goulart, que falará sobre o seu processo de criação, e debate com convidados e platéia presente. Ação especialmente criada para estudantes e professores de artes cênicas e literatura, e pessoas interessadas no assunto.

Entrada Franca.

Classificação indicativa: Não recomendado para menores de 16 anos.

Inscrições para o Palco Aberto devem ser feitas pelo telefone (61) 3310-7420 até o dia 30/07.